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Como começar a investir com pouco dinheiro (de R$ 100 a R$ 1.000)

Começar com pouco não é o problema. O problema é investir antes de resolver o que custa mais caro do que qualquer aplicação rende.

Por Equipe CNPJ Contábil
· 4 min de leitura

Como começar a investir com pouco dinheiro é uma dúvida de muitas pessoas que acham que só vale a pena investir quando sobra muito.

Mas o valor inicial pesa muito menos do que a ordem em que você faz as coisas.

Principalmente porque quem investe antes de arrumar a casa acaba resgatando a aplicação para pagar uma conta de cartão.

Este texto é educativo e não é recomendação de investimento de nenhum ativo específico.

Antes de investir, olhe para o que custa caro.

Nenhuma aplicação comum rende mais do que o juro de uma dívida de cartão ou de cheque especial.

Logo, se você paga juros de rotativo, o melhor "investimento" é quitar ou renegociar essa dívida primeiro.

Por exemplo imagine que você tem R$ 500 guardados e uma fatura atrasada cobrando juros altos todo mês.

Deste modo, aplicar os R$ 500 e continuar pagando o juro da fatura é perder dinheiro todo mês, mesmo que a aplicação renda.

Se esse é o seu caso, veja antes em que ordem pagar as dívidas.

Monte a reserva antes de buscar rentabilidade.

Reserva de emergência é o dinheiro que impede o imprevisto de virar dívida.

Assim, o primeiro destino do dinheiro que sobra é uma aplicação segura e com liquidez diária.

O assunto está explicado em detalhe em como montar a reserva de emergência.

Só depois que a reserva existe é que faz sentido pensar em objetivos de prazo mais longo.

Quanto dá para começar.

Hoje muitas instituições aceitam aplicações pequenas em renda fixa, com valor mínimo na casa de dezenas de reais.

O valor mínimo exato muda de instituição para instituição, então confira no aplicativo ou no site antes de contar com ele.

Claro que o dinheiro rende valores pequenos no começo.

Mas o objetivo dos primeiros meses não é render, é criar o hábito e entender como a aplicação funciona.

O que olhar antes de aplicar.

Assim temos os pontos básicos de qualquer aplicação:

  • O prazo em que o dinheiro fica preso ou pode ser resgatado.
  • Se existe cobrança de taxa de administração ou de custódia.
  • Se há garantia, como a do Fundo Garantidor de Créditos, no caso de alguns títulos bancários.
  • Como o rendimento é calculado: percentual do CDI, taxa fixa ou atrelado à inflação.
  • Quanto de imposto de renda incide e se existe tabela regressiva.

Aporte mensal vale mais que aporte grande.

Tendo em vista que o patrimônio nasce da repetição, definir um valor fixo todo mês é mais útil do que esperar juntar uma quantia grande.

Por exemplo vamos supor que você consegue separar R$ 100 por mês.

Em um ano são R$ 1.200 aportados, e o hábito já está formado antes de o valor crescer.

Então o ideal é programar a transferência para o dia seguinte ao recebimento do salário.

Assim o dinheiro sai antes de você ter a chance de gastar.

O que evitar no começo.

Desconfie de qualquer promessa de retorno alto e rápido com pouco dinheiro.

Principalmente porque rentabilidade alta sempre vem acompanhada de risco alto, e quem tem pouco para investir tem pouco para perder.

Também evite concentrar tudo em um único ativo, e nunca invista dinheiro que você vai precisar nos próximos meses.

Veja mais no texto sobre promessas de investimento milagroso.

Um passo a passo para o primeiro mês.

Assim, para tirar a ideia do papel, vale seguir uma sequência curta e repetir todo mês.

  • Some o que você deve e veja quais dívidas cobram juros altos.
  • Defina um valor de reserva inicial, mesmo que seja o equivalente a um mês de gastos.
  • Escolha uma aplicação simples, com liquidez diária e baixo risco.
  • Programe um aporte automático logo depois do recebimento.
  • Revise o valor a cada três meses e aumente quando a renda permitir.

Por exemplo imagine que você ganha R$ 2.500 e consegue separar 5% do valor.

Deste modo, o aporte é pequeno o bastante para não pesar e grande o bastante para virar rotina.

Claro que o percentual pode crescer com o tempo, principalmente depois de quitar as parcelas mais caras.

O importante é que o dinheiro aplicado tenha um nome: reserva, viagem, entrada de um bem.

Tendo em vista que dinheiro sem destino costuma ser gasto, dar um objetivo a cada aplicação reduz a chance de resgatar por impulso.

Acompanhe sem exagero.

Depois de começar, o erro é olhar o saldo todo dia e se frustrar com o valor pequeno.

Assim, uma revisão mensal, junto com o fechamento do orçamento, é suficiente.

Por exemplo, anote o quanto você aportou, o quanto rendeu e se o objetivo continua o mesmo.

Deste modo, você enxerga o progresso real, que vem dos aportes, e não da rentabilidade do primeiro ano.

Claro que, conforme o patrimônio cresce, o rendimento passa a pesar mais.

Logo, o primeiro passo é simples: quite o que tem juro alto, separe a reserva e só então escolha uma aplicação que você consiga explicar com suas palavras.

Seu caso é específico?

Este texto é informativo e não substitui a análise do seu caso — número de anos omissos, regime e município mudam a conta. Mande a sua situação que eu digo se cabe e o que custa.

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